Sexta-feira, 26 de Maio de 2006

Vaguear sem nada

,

 Senti-me infeliz, queria-me isolar, não queria ver a vida,

Não queria sair dali, naquela zona perto de um som encantador do piano, sentia-me tão calma,

Livre, abençoada, com vontade de não mais querer de lá sair. Mas sabia que tinha de sair e...

Quando sai, vi-me numa praia sem viva-alma lá perto de mim, pedi a Deus que me desse forças para continuar, e assim o fiz. Na minha praia andando sozinha sem rumo, sem horizonte, percorri tudo o que havia

Para percorrer e sentia-me a vaguear sem nada, estava andando por andar e tinha consciência disso.

Era uma sensação estranha, sem amigos, sem amor, sem vida, sem sangue nas veias, sem nada,

Os amigos tinham-se subtraído uns aos outros, o amor, esse, tinha naufragado no mar,

A vida essa estava apagada após tanta desgraça, o sangue que me corria nas veias tinha sido substituído

Por um mineral, a única coisa que me dava resistência e sobrevivência, a´água, porque depois de

Tanto sofrer eu tinha-me deixado ir naquele sono do qual não mais vamos acordar e apenas eu e o meu corpo

Mendigávamos por uma sobrevivência. Sofri bastante mas lá no fundo de tudo, mesmo no fim,

No meu horizonte encontrei-me com uma vida que me levou para aquela que não queria sair, mas fui

Obrigada a vaguear sem nada. Mas neste vida a que cheguei, vi uma íris germânica a desabrochar

Na minha vanguarda, aquele mineral que dentro de mim habitava, tinha desaparecido, mas o sangue

Não tinha voltado, o amor também não, enfim minha vida já mais iria voltar.

De repente deparei-me com um cenário horrivél, eu iria tocar em minha mas a minha mão passa por

Dentro do meu corpo e sai no lado posterior, achei aquilo muito misterioso, em seguida vejo-me a

Passar por dentro de um outro corpo, vejo-me a invadi-lo, mas eu queria desviar-me, ninguém o sentiu.

Só mais tarde ao raiar das estrelas é que me deparei comigo e vi que eu não passava de um

Espírito e que nunca mais iria voltar ao normal, mas tenho a certeza de duas coisas, ganhei uma amiga,

Aquela que desabrochou perto de mim e que eu não passava de um daqueles que já foi, e não mais 

Vai voltar, despedi-me de uma vida sem saber. 

 


imaginado por electra às 19:47
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1 comentário:
De Catarina a 26 de Maio de 2006 às 21:35
Sabes ter uma amiga é especial não importa de seres só um espirito.


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